domingo, 7 de abril de 2013


Mais que um costume, roer unhas pode ser considerado um vício. Quando vê, a pessoa já está com a mão na boca roendo as unhas. Em quadros mais graves, as unhas são mastigadas com tanta força que chegam até sangrar.
Entre os anseios ligados ao problema estão: angústia, ansiedade, insegurança e timidez. A boa notícia é que para acabar com o vício, basta força de vontade.
Na maior parte dos casos, o costume começa na infância. Sobretudo em famílias onde adultos não dão abertura para elas manifestarem suas próprias opiniões ou dizerem o que desejam.
A longo prazo, o vício acarreta a chamada paroníquia crônica (infecção na pele em volta das unhas, assinalada por inchaço, vermelhidão e irritabilidade). O problema interfere na aparência das unhas e pode afetar o seu crescimento.
Então se o feitio desleixado das mãos é o que anda incomodando, a dica é assumir o problema e descobrir as situações em que você começa a roer as unhas. Quem rói unhas é uma pessoa que tem receio de se expor e necessita aprender a controlar a vontade, em vez de estilhaçá-la.
Essas pessoas precisam identificar que tipo de atitude leva ao hábito. O próprio gesto de levar a mão até a boca remete a uma criança indefesa, acuada. No ambiente profissional esse hábito pode ser totalmente nocivo, se for interpretado como falta de imposição.
Pintar as unhas de vermelho, no caso das mulheres ou mascar chicletes por um tempo pode até servir para aliviar temporariamente. Para conseguir mais segurança, muitas ainda recorrem ao uso de unhas postiças, já que a maioria rói até o esmalte. No entanto, essas estratégias dificilmente resolvem o problema.

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